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João Dantas

Justiça da Paraíba nega prisão domiciliar a Fernando Cunha Lima

A Justiça da Paraíba por meio da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, negou o pedido de prisão domiciliar do médico Fernando Cunha Lima, acusado de pedofilia e estupro de vulnerável. É a segunda vez que o pedido da defesa é negado.

O pediatra está detido desde o dia 7 de março em Abreu e Lima, Pernambuco. A defesa do médico solicitou a prisão domiciliar, argumentando a idade avançada do réu e os problemas de saúde que ele enfrenta.

Ao analisar o pedido, a juíza Virgínia Gaudêncio entendeu que as comorbidades apresentadas pela defesa do médico podem ser tratadas de forma apropriada nas unidades prisionais da Paraíba. Além disso, os problemas de saúde não atrapalharam a rotina do réu enquanto ele estava foragido.

“Seus problemas pneumológicos não o impediram de apreciar um bom sorvete ou uma cerveja gelada, assim como seus problemas na coluna não o privaram do convívio familiar e de momentos de lazer”, afirmou a juíza.

Além de negar a transferência, a juíza determinou a transferência de pediatra para uma unidade prisional em João Pessoa. Na decisão, foi destacado a urgência da transferência, ressaltando que os crimes ocorreram em João Pessoa.

A Gerência Executiva do Sistema Penitenciário da Paraíba (Gesipe-PB) já formalizou o pedido de transferência.

Relembre o caso

Os abusos do pediatra vieram à tona após uma mãe de uma criança de nove anos denunciar o crime de abuso sexual contra a filha. Após essa denúncia, várias famílias também prestaram depoimento contra o pediatra.

Uma das denúncias, foi feita pela própria sobrinha do médico, Gabriela Cunha Lima, que afirmou em entrevista à TV Correio, que sofreu abuso do tio há mais de 30 anos. Ela contou, que o caso aconteceu quando eles estavam na casa de praia do tio, no ano de 1991.

A primeira audiência de instrução do médico aconteceu em 29 de outubro de 2024 mais adiada para o dia seguinte após terem ouvido todo mundo da acusação que remarcou.

O médico negou todas as acusações durante a audiência de instrução realizada em 31 de outubro. No total, 16 testemunhas foram ouvidas durante a audiência, tanto de defesa como de acusação.

A sessão aconteceu de forma híbrida, online e presencial na 4ª Vara Criminal, no Fórum Criminal de João Pessoa. O pediatra participou da audiência de forma remota e permaneceu em silêncio durante toda as perguntas feitas pelo advogado de acusação

Em 05 novembro, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) determinou a prisão preventiva do médico pediatra. A decisão acatou um pedido do Ministério Público da Paraíba.

Logo após isso, o pediatra fugiu e foi considerado foragido da Justiça desde 05 de outubro, entrando para a lista da Interpol como um dos mais procurados da Paraíba, ficando quatro meses foragido e sendo encontrado e preso nesta sexta-feira (7).

CARIRI IN FOCO

Com Portal Correio

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